Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Estado do Rio ganha serviço de auditoria de instalações desportivas

06/01/2009 - 08:15

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=63527

Com a finalidade de auditar as instalações públicas e privadas onde se realizem eventos desportivos, foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo de segunda-feira (05/01) a Lei 5.363/08,que cria o Serviço de Auditoria de Instalações Desportivas no âmbito da Defesa Civil estadual. De autoria do deputado Fernando Gusmão (PCdoB), a norma cria mecanismos para que as instalações dos estádios sejam normatizadas e fiscalizadas, tornando-as mais seguras e confortáveis. “A segurança do torcedor é uma das grandes preocupações externadas através do Estatuto do Torcedor, uma lei federal que trata dos direitos do público que frequenta os estádios”, explicou o parlamentar.
De acordo com a lei, o certificado resultante da auditoria realizada pelo Serviço de Auditoria de Instalações Desportivas será enviado na forma de cópias para a Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Lazer, para a entidade responsável pela competição e para a entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo. Dependendo da modalidade esportiva, a cada nova competição, a critério da autoridade estadual competente, haverá uma nova auditoria. Ainda de acordo com a nova norma, os eventos desportivos, profissionais ou não, realizados por pessoas jurídicas de direito privado, em espaços físicos públicos ou privados,com o objetivo de obtenção de lucro, deverá solicitar, mediante pagamento de taxa, a vistoria do Serviço de Auditoria de Instalações Desportivas.|

www.alerj.rj.gov.br

Sai este mês edital para privatização do Maracanã

Rio de Janeiro

Publicado em 06.01.2009, às 16h25

http://jc.uol.com.br/2009/01/06/not_188966.php

A privatização do estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, começa a ser definida ainda este mês, mas não vai provocar aumento no preço dos ingressos para os jogos de futebol.
A garantia foi dada hoje (6) pela secretária estadual de Esportes, Márcia Lins. Segundo ela, o edital que entrega o estádio para a iniciativa privada estará pronto ainda em janeiro e passará para a empresa vencedora todo o complexo esportivo, que também inclui o ginásio Maracanazinho, o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Estádio Aquático Júlio Delamare.
O objetivo de privatizar o Maracanã, segundo a secretária, é preparar a estrutura para receber a Copa do Mundo de 2014. Para isso, serão necessários investimentos de R$ 200 milhões em melhorias que vão desde assentos marcados até novas saídas que possibilitem o esvaziamento do estádio em 8 minutos.

Outros R$ 200 milhões serão aplicados em uma nova cobertura, acoplada à atual, possibilitando que todos fiquem protegidos da chuva.
“Tem que ser feita uma série de intervenções de preparação para a Copa pela iniciativa privada, que também fará a gestão do estádio”, disse.
Em 2007, o complexo do Maracanã recebeu investimentos federais de R$ 130 milhões, para possibilitar a realização dos Jogos Pan-Americanos. O Maracanazinho ganhou ar-condicionado central e um moderno placar eletrônico, e o Maracanã teve seu gramado totalmente reformado e rebaixado, além da instalação de cadeiras em todos os lugares.
Mas, segundo Márcia Lins, ainda assim é preciso adaptar o estádio para as exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa). “Ele passou por reformas de adaptação para o Pan, mas para a Copa de 2014 vão ser necessárias diversas intervenções importantes, na questão de qualidade e conforto.”
Atualmente, são gastos R$ 10 milhões por ano só com a manutenção do estádio, mas a secretária garante que ele é superavitário. Segundo ela, como a receita maior vem de eventos e não das partidas de futebol, a privatização não afetaria o preço dos ingressos cobrados dos torcedores.
“Isso não tem nada a ver com a privatização. É decidido pelos clubes. A receita do Maracanã não vem dos ingressos. Com certeza, não tem qualquer ligação a privatização com o preço do ingresso, que continua sendo uma gestão dos clubes”, afirmou.
As reformas do Maracanã devem estar concluídas até 2012, por exigência da Fifa, permitindo que em 2013 seja realizada a Copa das Confederações nos estádios que sediarão os jogos da Copa de 2014.
Fonte: Agência Brasil

PROJETO COPA-2014

(3/1/2009)

Novo Castelão será apresentado 2ª feira

Governador Cid Gomes conhecerá o projeto, que transformará o Castelão numa das maiores arenas esportivas do Brasil

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=603312


O governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, vai assistir na próxima segunda-feira a apresentação do projeto do Complexo Esportivo do Novo Castelão.

O evento, previsto para ser iniciado às 9h30 na Sala de Reunião do Palácio Iracema, deverá mostrar as adequações atuais da estrutura da Arena cearense para as necessidades da Fifa, e assim tornar a cidade de Fortaleza e o Estado do Ceará como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, que será realizada aqui no Brasil.

A estrutura do complexo esportivo atenderá as especificações da Fifa e tem como pontos diferenciais às demais candidaturas. Além disso, irá ser integrado ao estádio Castelão, que terá Centro Olímpico Esportivo, com uma Arena Multiuso climatizada e Pista de Atletismo olímpica. “Vôlei de praia, boxe, Esgrima, tênis, natação, karatê entre outros. São muitas as modalidades que serão atendidas com o complexo esportivo. O governador Cid Gomes já declarou que não está medindo esforços para que esse sonho se torne realidade”, afirma Ferruccio Feitosa.

Complexo turístico

A concepção do Estado é transformar o maior equipamento esportivo do Ceará, o estádio Castelão, em um dos grandes centros olímpicos do País e também um enorme complexo turístico.

Afinal, a nova área terá ainda shopping, cinemas, restaurantes e hotel. “Duas torres eólicas abastecerão toda a rede elétrica do complexo. Algo totalmente diferencial”, conclui.

No próximo dia 15 no Rio de Janeiro, a comitiva cearense entregará à Fifa e à CBF o projeto básico do Castelão.

Dois meses depois, no dia 15 de março, a Fifa anunciará as 12 cidades do Brasil que irão sediar jogos da Copa- 2014.

Curso de etiqueta para a Copa

27/12/2008 - O Globo, p. 26

Curso de etiqueta para a Copa Cadeiras azuis do Maracanã terão lugares marcados já no Campeonato Estadual Ary Cunha Ainda faltam mais de cinco anos para o Maracanã voltar a ser palco de uma Copa do Mundo, mas o torcedor carioca já terá de se adequar a algumas das exigências da Fifa a partir do próximo Campeonato Estadual.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Só 10% desaprovam a Copa no Brasil

Folha SP: São Paulo, segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pesquisa nacional do Datafolha revela que 79% dos brasileiros são favoráveis ao país organizar a competição em 2014

Índice de aprovação supera os 70% em todos os extratos da pesquisa, e só 11% dos ouvidos são indiferentes ou não quiseram responder

Jorge Araujo-30.out.07/Folha Imagem

Joseph Blatter, o presidente da Fifa, anuncia, em outubro de 2007, na Suíça, o Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014

DA REPORTAGEM LOCAL

Só um em cada dez brasileiros é contra a realização da Copa de 2014 no país.
É isso o que mostra a primeira pesquisa nacional do Datafolha sobre o tema, realizada entre os dias 25 e 28 do mês passado e que ouviu 3.486 pessoas. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Nada menos do que 79% dos entrevistados se disseram a favor da competição, que o Brasil ganhou o direito de organizar no ano passado e só hospedou uma vez antes, em 1950.
Outros 5% afirmaram ser indiferentes, e 6% não souberam responder ou se recusaram.
Os que disseram ser contra a Copa foram apenas 10%.
O índice de aprovação ao Mundial brasileiro superou os 70% em todas as faixas de idade, escolaridade e renda familiar. Também ultrapassou esse patamar em todas as regiões do país tanto entre os homens quanto com as mulheres.
A preferência partidária, a opinião sobre o governo Lula, a cor da pele ou o clube de coração também não fizeram o índice de aprovação ao principal evento do futebol mundial ficar abaixo dos 70%.
Na divisão por idade, os mais entusiasmados com a competição no Brasil foram os entrevistados entre 16 e 18 anos -86% aprovam o torneio no país. Os mais reticentes foram os que já passaram dos 60 (71%).
A quantidade de dinheiro no bolso foi insignificante para medir a aprovação do Mundial de 2014. A variação entre as diferentes faixas de renda familiar ficou em 3%, ou dentro da margem de erro.
Já o lugar de moradia influi. Os sulistas foram os menos empolgados, com 72% dando o aval para a Copa e 11% a reprovando. Entre os nordestinos, 86% são favoráveis ao evento e apenas 5% contra.
Isso mesmo com todas as capitais do Sul entre as candidatas a obrigar as partidas do Mundial e só cinco das nove do Nordeste na disputa.
Na cidade de São Paulo, cotada para sediar o jogo de abertura, a aprovação à Copa é de 72%, mas o índice de rejeição é um dos mais altos entre todos os extratos da pesquisa -17% dos paulistanos não estão de acordo que o Brasil organize a competição mundial.

Histórico
A Fifa indicou o Brasil como sede da Copa de 2014 em outubro do ano passado. O país foi candidato único -a Colômbia chegou a cogitar entrar na disputa final, mas recuou depois.
No evento que sacramentou a escolha, na Suíça, estiveram o presidente Lula e mais uma grande comitiva de governadores, todos já fazendo campanha para as capitais de seus Estados serem escolhidas como sede -o anúncio das cidades escolhidas será em março próximo, e, segundo a CBF, isso caberá exclusivamente à Fifa.
A entidade nacional quer que 12 cidades sejam eleitas, mas a Fifa prefere apenas dez.
Na primeira vez que organizou o Mundial, há 58 anos, o Brasil fez uma Copa com apenas seis sedes -Rio, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.

Copa-14 não tem preço, mas Jogos-16 já custam R$ 5 bi

Folha SP: São Paulo, segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ministério do Esporte aponta que realização do Pan-2007 facilitou a projeção de gastos de eventuais Jogos no Rio

Fato de a Fifa não ter definido quais cidades sediarão jogos do Mundial dificulta cálculo de valores para organizar a competição

EDUARDO OHATA
DA REPORTAGEM LOCAL

Enquanto uma edição carioca da Olimpíada de 2016 ainda é um sonho distante, já que a escolha da sede acontecerá só em outubro de 2009, o governo federal já projeta quanto gastará na competição: R$ 5 bilhões. Mas a conta da Copa do Mundo do Brasil, que ocorre dois anos antes, ainda é uma incógnita.
Não entra no cálculo do governo o que já é contemplado pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), como a reforma do aeroporto do Galeão.
Também os números dos investimentos do município e do Estado do Rio na Olimpíada de 2016 ainda não estão definidos, mas isso terá que acontecer até o começo do ano que vem, pois um orçamento fechado é uma exigência do COI (Comitê Olímpico Internacional).
Segundo técnicos do Ministério do Esporte, a realização do Pan no Rio, em 2007, facilitou o cálculo de quanto custará aos cofres públicos a eventual edição dos Jogos Olímpicos de 2016 na capital carioca. Afirmam que o governo praticamente só precisou atualizar uma base de diversos gastos.
O fato de a Fifa ainda não ter apontado o número de arenas -deve ficar entre dez e doze- e quais as cidades que recepcionarão a Copa-14 é citado como dificultador para a produção de um orçamento.
A CBF diz que a Fundação Getúlio Vargas desenvolve um estudo que, ""muito em breve", precisará os custos da Copa. O anúncio das cidades-sede está previsto para março de 2009.
Para uma eventual Olimpíada em 2016, o governo federal trabalha com investimentos em quatro áreas: transporte, hotelaria, revitalização do centro e da zona portuária do Rio e instalações esportivas. Pelo cálculo da pasta, já estão erguidos 56% dos equipamentos necessários para os Jogos-16.
Sobre o Mundial, no entanto, a CBF salienta que ""nossa orientação é para que não seja utilizado dinheiro público na construção dos estádios".
O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., pretende que a participação da iniciativa privada seja maior do que foi no Pan-07 -a competição foi praticamente ignorada pelo setor. Ele invoca a alternativa das parcerias público-privadas.
Um exemplo do discurso do governo federal em defesa das PPPs poderia ocorrer no setor hoteleiro, pois acredita-se que o Rio não conte com a capacidade necessária para acomodar profissionais e turistas que visitarão a cidade na Olimpíada.
A idéia da pasta é que a iniciativa privada erga edificações que, após serem aproveitadas nos Jogos, possam ser usadas como conjuntos habitacionais.
Também em relação à participação da iniciativa privada, a CBF vê vantagem no Mundial. Aponta que é mais fácil haver interesse de empresários em construir estádios, com ""renda garantida todas as quartas e domingos", do que instalações de natação ou de basquete.
Para cada uma das instalações que entrarão no dossiê de candidatura dos Jogos, diz o governo federal, há um estudo de sustentabilidade para que não seja construída uma manada de ""elefantes brancos".
Não foi isso o que ocorreu com dois dos legados do Pan, o parque aquático Maria Lenk e o Velódromo. O custo de sua construção beira os R$ 85 milhões. Ambos foram cedidos ao COB, que pagaria R$ 3.360 por mês. O comitê busca aprovar agora projeto de lei de incentivo fiscal para tocar as atividades nesses locais.

Ato contra a morte de Nilton César de Jesus

QUINTA-FEIRA, 11 DE DEZEMBRO DE 2008

(peço a todos que divulguem massivamente este chamado)

http://autonomosfc.blogspot.com/2008/12/ato-contra-morte-de-nilton-csar-de.html’

Domingo último, dia 07/12, deveria ter sido um dia de festa: um clube brasileiro pela primeira vez se tornava tricampeão nacional de forma consecutiva.

Mas o que deveria ser amplamente comemorado como o sucesso de uma nova fórmula de campeonato no Brasil acabou se transformando na repetição de algo que o país se "acostumou" a assistir desde há muito, algo que rememora os anos de chumbo da ditadura: o assassinato de um torcedor já rendido por um policial que, ao tentar abusar do poder pela sociedade nele investido com uma coronhada absolutamente desnecessária, atirou contra a cabeça da vítima.

O caso, como tantos outros, foi notícia por todos o país. Serviu, como sempre, pra chocar de uma forma paralisante. Quatro dias depois, Nilton César de Jesus, 26 anos, o torcedor baleado, faleceu no hospital no Distrito Federal, enquanto José Luiz Carvalho Barreto, o policial autor do disparo, recebeu o bônus do habeas corpus ao ser enquadrado por "lesão corporal grave".

Qualquer um que viu o vídeo do tiro pode perceber que a imprudência do policial claramente qualificaria seu ato como "homicídio culposo", ato sem a intenção de matar, mas que acabou matando. Mas a força política da corporação policial é grande, e o assassino está - e muito provavelmente continuará por longo tempo - solto.

O caso, infelizmente, não é único. No mesmo dia, outro torcedor foi morto a tiros na zona leste de São Paulo durante as comemorações do título. E tantos outros já morreram em tantos jogos pela história de nosso futebol.

A violência, entretanto, não é exclusiva do esporte, está em todo lado. Violência que começa quando a relação social mais comum entre duas pessoas é a de comando, de hierarquia, de força, algo que se transforma em risco de morte quando entram em ação armas de fogo.

No futebol, onde a aglomeração de pessoas por partida é enorme, tal violência se instaura com ainda mais facilidade quando se assiste uma elitização e uma militarização crescentes de tudo que envolve o jogo: torcida impedida de levar faixas, preços de alimentos e horários de jogos absurdos, polícia que humilha e trata o torcedor enquanto bandido. E que entra em campo e leva jogador preso, como se viu no Recife por mais de uma vez em 2008, e que atira em torcedor desarmado e já rendido, como Nilton. Isso sem falar que o comandante da arbitragem paulista é um coronel da polícia.

Na Itália, a morte do torcedor da Lazio Gabrielle Sandri, em episódio bastante parecido com este de Brasília, causou revolta nos torcedores de todas as equipes do calcio, inclusive da rival Roma. Jogos foram paralisados e adiados ante a ameaça de invasão do gramado por parte das torcidas, em ação de protesto pelo assassinato sem sentido. O caso levou tanto o poder público quanto a federação de futebol de lá a ao menos parar para repensar as relações de força.

Aqui, no país pentacampeão do mundo, já tivemos, enquanto torcedores, inúmeras possibilidades de agir da mesma forma, e as desperdiçamos. Pensando nisso é que o Autônomos FC, equipe amadora de futebol de várzea, convoca os torcedores de todas as equipes a comparecerem com suas respectivas camisas a um ato em repúdio à violência policial e à militarização do futebol, domingo, 14/12, com concentração saindo da frente do cemitério das Clínicas e partindo para a Praça Charles Miller, onde acontecerá uma partida de futebol espontânea e livre em protesto à tentativa de controle de nossos corpos e mentes nos estádios do país e em memória de Nilton e de todos os torcedores mortos de maneira estúpida pela corporação policial.

Futebol é um lugar de festa. E festa não combina com botas, fuzis e capacetes, nem com proibições arbitrárias como as que perpetram nos estádios paulistas. Vamos mostrar que para além de apaixonados por esta ou aquela equipe, os mesmos que sustentam todo o mercado do negócio futebol, somos torcedores, classe única, que não aceita a morte de um companheiro de boca fechada e braços cruzados.

Em nome de todos os torcedores que querem um futebol mais democrático,

Autônomos FC
http://autonomosfc.blogspot.com

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Para CBF, Estatuto do Torcedor é inconstitucional

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2008-11-30_2008-12-06.html

A CBF considera o Estatuto do Torcedor, a primeira lei assinada pelo presidente Lula, inconstitucional.
Apesar de aliados, Lula e Ricardo Teixeira têm aí uma grave divergência, provavelmente ignorada pelo presidente da República.
Eis que em sua defesa para tirar o corpo de qualquer responsabilidade sobre a morte de sete torcedores na Fonte Nova, em Salvador, no ano passado, a CBF apresentou a contestação com uma afirmação peremptória diante da Justiça baiana: "Boa parte do Estatuto do Torcedor é inconstitucional!", diz a CBF, assim mesmo, com ponto de exclamação e tudo.
E tome páginas e mais páginas para desqualificar o Estatuto do Torcedor, o equivalente ao Código de Proteção ao Consumidor de futebol, única lei aprovada por unanimidade em oito anos da gestão FHC e, repita-se, a primeira do governo Lula.
Importa menos saber se a CBF será ou não bem sucedida em seu intento junto à Justiça, embora em sua defesa só falte acusar os sete mortos pelas próprias mortes.
Importa mais saber que as posições da CBF, nos tribunais, diferem do que diz publicamente, verdadeira facada nas costas do governo federal que, é claro, defende o Estatuto que assinou com pompa e circunstância num já distante começo de 2003.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 3 de dezembro de 2008.

http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/jucakfouri.asp

Esporte & Sociedade 10: Especial Pan 2007

Caros amigos e colegas,

É com prazer que anunciamos mais uma publicação de
Esporte e Sociedade, o número 10 já está na rede em
www.esportesociedade.com .

Os editores

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Clubes de Futebol investem em torcedores mirins

06.11.2008

http://blogs.abril.com.br/marketinginfantil/2008/11/clubes-futebol-investem-em-torcedores-mirins.html

Apesar da pesquisa do instituto Datafolha apontar que as torcidas do Flamengo, Corinthians e São Paulo são as três maiores do Brasil, esses são os clubes que mais investem em projetos para aumentar a quantidade de pessoas que torcem por suas equipes de futebol. As três agremiações desenvolvem ações consistentem que visam a conquista e a fidelização de torcedores mirins.
O Flamengo, por exemplo, querendo abarcar esse filão da população brasileira está investindo bastante nos conteúdos específicos do seu site para a ala mais nova da sua torcida. Personagens como o Uruba e o Urubinha, em referência ao mascote da equipe (o urubu), são mostras de que as crianças têm um papel importante nos planos do clube carioca.
Em um site agregado ao site oficial do Flamengo existem diversas atividades interativas em que as crianças podem ler sobre a história do mascote do time, baixar papéis de parede, acessar jogos, imprimir naterial, colorir imagens online e até fazer o download de um relógio customizado para a área de trabalho do computador.
Outra página de internet, também do Flamengo, é a Urubródi. A principal atração desse site são as animações, o conteúdo para celular e os personagens que reproduzem características dos apaixonados pelo futebol. A idéia é disponibilizar um conteúdo altamente interativo, em uma linguagem próxima do universo da criança e do adolescente. "No Rio, por exemplo, já temos 53% da torcida", afirmou Ricardo Jorge Hinrichsen, vice-presidente de marketing do Flamengo. "Então, o objetivo maior é tratar bem esse nosso público e trabalhar com uma comunicação de qualidade", completou.
Já no Corinthians, foi anunciado, pelo departamento de marketing do clube, um pacote de projetos que visam o estreitamento de laços com os torcedores mirins. Um exemplo disso será o Acampamento de Férias, com oficinas de futebol e outras atividades recreativas.
Além disso, a agremiação de Parque São Jorge fechou um contrato com o cartunista Ziraldo para a atualização do Mosqueteiro, personagem símbolo do clube, e para a criação da turminha do Corinthians. Segundo Caio Campo, gerente de marketing da agremiação, discute-se com a Editora Abril o lançamento de edições em quadrinhos com esses novos personagens. "Também teremos a Estrela como parceira em um projeto para licenciamento de brinquedos", adiantou.
Outro produto corintiano destinado às crianças é a Certidão de Nascimento do Corintiano. A empresa parceira do clube nesse empreendimento também confecciona o livro “Aconteceu enquanto eu nascia”, no qual traça-se um panorama da época em que a criança veio ao mundo, com destaque para o Corinthians quando o assunto é futebol. Por fim, em acordo com outra empresa de produtos para o público infantil, o time de Parque São Jorge possui 20 diferentes personagens de pelúcia com o uniforme do time.
Em segundo lugar na preferência das crianças entre quatro e 12 anos de idade, atrás apenas do Flamengo, o São Paulo possui um tipo de iniciação da relação da criança com o clube. É o denominado “Batismo tricolor”, o qual lembra bastante uma cerimônia religiosa e oficializa a adesão dos jovens torcedores. Iniciada em 2006, a atividade ocorre no gramado do Morumbi e já teve a participação de 4,2 mil pessoas. Uma figura de "São Paulo" faz a leitura do compromisso de "são-paulinidade" e, depois, entrega aos batizados a camisa oficial do projeto e um certificado.
De acordo com o departamento de marketing são paulino, a agremiação está sempre atrás de iniciativas de vanguarda em ações dirigidas ao público mirim. "Foi um acontecimento importante, por exemplo, ver o personagem Pernalonga vestindo a camisa do time, o que valoriza nossa marca", disse Julio Cesares, diretor de marketing do clube do Morumbi, em referência ao contrato de licenciamento firmado em 2007 entre o São Paulo e a Warner Bros. que permite a associação da imagem do clube a personagens do Looney Tunes.
Fonte: Redação Capital News - 31/10/08

Clube e Ferj se unem para melhorar o acesso da torcida a São Januário

06/11/08 - 10h34 - Atualizado em 06/11/08 - 10h34

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Vasco/0,,MUL851830-9877,00-CLUBE+E+FERJ+SE+UNEM+PARA+MELHORAR+O+ACESSO+DA+TORCIDA+A+SAO+JANUARIO.html

Divisão de setores para entrada dos vascaínos no estádio vai ser a grande novidade deste sábado, diz coordenador da federação
Os torcedores do Vasco que forem a São Januário neste sábado para acompanhar o confronto contra o Santos, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, deve ter mais facilidade para acessar o estádio. Após uma reunião, o clube cruzmaltino aceitou a ajuda da federação carioca para organizar o acesso ao local, que ultimamente tem causado muitos transtornos aos vascaínos que tem comparecido às partidas na Colina.

De acordo com o gestor da comissão de venda de ingressos e acesso aos estádio da Ferj, Geraldo Monnerat, a idéia é organizar a entrada dos torcedores por setores. Funcionários da federação e do Vasco vão ser responsáveis por orientar os vascaínos no entorno de São Januário. A intenção da medida é que todos acessem o local de forma ordeira, sem confusão.

A idéia da Ferj é ajudar também na organização da venda de ingressos, criando acessos para a compra por setores, diminuindo a ação dos cambistas. Porém, para o jogo entre Vasco e Santos não foi possível realizar o processo, justamente pela disposição das bilheterias em São Januário.

Anteriormente, a federação fez testes nos jogos entre Fluminense e Palmeiras, e no clássico entre Vasco e Fluminense, no último domingo. A informação oficial é de que nas bilheterias 8 e 9 do Maracanã, onde o serviço foi posto em prática, 16 mil ingressos foram vendidos no período de uma hora.

- Estamos vendo a possibilidade de tentar organizar a venda em São Januário, mas as entradas da bilheteria do Vasco não são fáceis. Estamos estudando para ver uma forma de facilitar a vida do torcedor. Fizemos testes no Maracanã e foi um sucesso - diz Monnerat.

Engenhão

Tem hora que desanima

Devolvam o nosso dinheiro!

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/chopedoaydano/

Não bastasse o Engenhão ter perdido completamente a função que lhe dá o nome de batismo - Estádio Olímpico, porque de olímpico nada acontece por lá -, agora, não pode sequer abrigar determinados jogos. Francamente! A transferência do Botafogo x Flamengo do dia 9 de lá para o Maracanã é um ES-CÂN-DA-LO! A medida cristaliza no Brasil a criação do estádio café-com-leite. Inaugurada há pouco mais de um ano, a bela arena do Engenho de Dentro é o que de mais próximo temos dos palcos europeus - até com a estação de trem bem na porta. Mas parece fadada a eventos meia-bomba.
Não se vai discutir aqui a óbvia barbaridade esportiva da mudança de endereço, que retira o mando de campo do Botafogo. Na verdade, muito mais terrível é o descaso com o dinheiro - como diz o chefe - meu, seu, nosso, enterrado na construção do estádio para o Pan do Rio. Gastou-se inacreditáveis R$ 380 milhões na construção, e nem a montanha de dinheiro sensibiliza nossa cartolagem. A obra que tanto orgulho deu aos cariocas se desmancha na decepção do uso pela metade.
O argumento, que dá vergonha de reproduzir, é o grau de selvageria da torcida do Flamengo. Então, vamos ao problema número 2: a Polícia Militar do Rio de Janeiro é ré confessa na incompetência para tourear uma horda de brigões. Traduzindo: a força paga com o dinheiro do erário - de novo - assume oficialmente sua impotência para evitar tumultos e pancadaria no estádio. Como assim?!?!?!? Com meganhas como esses, não precisa de bandido.
E o Engenhão, lindo de morrer, caminha para virar elefante branco. É um vexame digno de os contribuintes recebermos todos nosso dinheiro de volta.




Comentário de Jorge Borges:

Eu venho acompanhando atentamente a questão do "Trambolhão" mas, infelizmente, ninguém na imprensa ou em nenhum outro locus de formação de opinião chegou ao ponto. Se vê muito muito mais "chororô" movido a paixão clubística do que análises mais meticulosas e politizadas do problema. Essa opinião resume bem a forma como a questão vem sendo tratada.



Tenho a expectativa de que o Comitê possa se aproximar dele. E deixo aqui uma contribuição.



Para entender o fiasco do Trambolhão, é preciso nos remeter a uma história que não está tão longínqua assim:



A construção desse Estádio se deu à revelia de qualquer processo ou sistema de planejamento urbano, logo, assim como em tantas obras cesaristas, não houve um estudo de viabilidade para identificar problemas que, só agora, ficam mais do que patentes:

O acesso é péssimo:
TREM: Estação de trem na porta não resolve se não houver integração do mesmo com outros modais e se não houver um serviço confiável (qual é o esquema da Supervia para dias de jogos?). Além do mais, o tal Engenhão acaba sendo servido por apenas um ramal de trens (Deodoro), enquanto o Maracanã é acessível por TODOS os ramais a partir da estação São Cristóvão.
DEMANDA: o local é longe do principal "segmento" de mercado a ser atendido, a Zona Sul. É preciso reconhecer de uma vez por todas que o futebol está num claro e rápido processo de elitização, em termos de opção de lazer e entretenimento da população. Ingressos cada vez mais caros, implantação de centenas de camarotes no Maracanã, extinção da geral, a maldita tentativa de impor a lógica das cadeiras numeradas em todos os setores são apenas sintomas de uma doença que, infelizmente, me parece irreversível. E o povo da ZS, que mal sabe se deslocar pelas vias principais do além-túnel, aterrorizada pelo estigma da imagem violência-total imposta aos bairros do subúrbio, vai mesmo se dispor a um engarrafamento de 40 minutos e a se apertar num estádio que eles mal sabem ou querem saber onde fica? Futebol é paixão, mas o torcedor não é burro!
Ônibus: Essa praga que assola a cidade há quase um século, que paira sob um mar de ilegalidades – com total conivência dos últimos e do próximo Prefeito! – é um sistema totalmente descoordenado, cujo "esquema especial" em dias de jogos, já há alguns anos, é RETIRAR as frotas das ruas em dias de jogos, exatamente pela questão da "segurança". Se isso já vinha acontecendo no Maracanã, que é um bairro muito mais central do sistema, o que dirá do Engenho de Dentro, servido por meia dúzia de linhas e sub-linhas criadas na ilegalidade do cartel RioÔnibus?


As obras de infra-estrutura do entorno foram abortadas. Quem viu o projeto inicial do Estádio ex-Olímpico, percebeu que estava prevista uma série de intervenções sobre o sistema viário do entorno, tais como a abertura de novas vias, a ampliação e requalificação de outras, a inversão de mãos e a redefinição do bairro do Méier para transformá-lo num bairro de passagem (mais ou menos o Botafogo representa para o sistema viário da Zona Sul). O fato é que ABSOLUTAMENTE NADA foi feito. Pior, sob o argumento de "viabilizar" a construção do João Havelange, o nefasto César Maia fez aprovar uma lei que alterou significativamente o zoneamento e os parâmetros urbanísticos de parte significativa dos bairros do Méier, Engenho de Dentro, Pilares, Encantado e outros, próximos à faraônica empreitada. O resultado é que a especulação imobiliária não perdeu tempo e já vemos um processo de verticalização sem precedentes na região, com aumento significativo no tráfego local, que deve levar a uma saturação do sistema viário em pouco tempo.
Isso, pra não falar no legado social...
Mas, para além das discussões sobre o Estádio propriamente dito, existem circunstâncias para a partida em referência que também merecem uma análise. Está claro que o jogo em questão vai ter uma demanda acima da média. O simples fato de um dos participantes (e aí não é só porque é o Flamengo!) estar lutando pelos primeiros lugares do campeonato já dá ao jogo um clima de final. Isso significa que, até pela lógica do Capital, não dá pra fazer um jogo desses num estádio de 40.000 lugares se há a possibilidade de realizá-lo num estádio de 80.000 lugares. Sinceramente, não dá pra entender o que se passa na cabeça da diretoria do Botafogo em criar uma celeuma dessas. Ainda que, no Maracanã, os custos do quadro móvel sejam maiores, a renda ficaria quase toda para o clube, e certamente, seria muito maior do que um jogo realizado no seu gramado alugado.

Sobre a competência ou não da polícia do Rio, é melhor não comentar nada.

Jorge Borges

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Torcida rubro-negra manda recado para presidente e jogadores

19/10/08 - 19h09 - Atualizado em 19/10/08 - 19h09

Faixas são estendidas na arquibancada em protesto aos últimos acontecimentos
Cahê Mota Rio de Janeiro

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL804726-9865,00-FOTO+TORCIDA+RUBRONEGRA+MANDA+RECADO+PARA+PRESIDENTE+E+JOGADORES.html

Diante das polêmicas declarações de Marcio Braga nas últimas semanas e da derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG, na última rodada, torcedores do Flamengo mandaram um recado para o presidente rubro-negro e para os jogadores, neste domingo, durante a partida contra o Vasco, pela 30ª rodada do Brasileirão. Duas faixas foram estendidas na arquibancada, com os dizeres: “Estamos cumprindo nossa obrigação. E vocês?” e 'Sr. Presidente, o Flamengo tem uma única voz, que se chama torcida'.

Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

Projeto para 2014 cria busca por 'padrão de espetáculo' no Maracanã

09/10/2008 - 12h13

Fernando Narazaki e Guilherme Costa
Em Teresópolis (RJ)

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2008/10/09/ult59u173653.jhtm

O jogo entre Brasil e Colômbia, no Maracanã, na próxima quarta-feira, será um teste. Preocupada em dar uma demonstração de status da cidade na preparação para a Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no país, a organização investiu em uma programação de entretenimento e uma campanha para o uso de transporte público.

"O que nós queremos é demonstrar um padrão de espetáculo. Pensamos em uma série de novidades para a programação a fim de incentivar o público a chegar mais cedo no estádio. Queremos que eles estejam lá e nem sintam o tempo passar", explicou Márcia Lins, presidente da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj).

O Brasil já foi confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, mas o Rio de Janeiro ainda não. Há 18 cidades candidatas a receber jogos da competição, e a capital fluminense integra essa lista. O anúncio oficial das regiões escolhidas acontecerá em março do próximo ano, e a Fifa pretende eleger apenas dez - a Confederação Brasileira de Futebol ainda briga para aumentar esse número para 12.

Além da corrida para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o Rio de Janeiro é o candidato mais forte para receber a decisão do torneio. Por isso, o jogo contra a Colômbia, válido pelas eliminatórias sul-americanas, transformou-se em um teste importante para a capacidade de organização da cidade.

"É uma honra sediar um jogo tão importante, e esperamos obter um sucesso como tivemos na partida contra o Equador. O Rio de Janeiro já vem trabalhando por essa questão da Copa, e a questão de infra-estrutura faz parte do projeto. Temos de buscar uma mudança de comportamento na operação, e a programação é uma grande aposta para isso. Vamos atingir um novo patamar de espetáculo", analisou Márcia.

O jogo entre Brasil e Colômbia terá início às 22h de quarta-feira, mas os portões do Maracanã serão abertos às 18h. A primeira atração será a apresentação de um vídeo do Canal 100 com imagens da seleção, produzido especialmente para o evento.

Depois disso, a organização fará uma promoção nos telões do estádio. Haverá perguntas sobre a história da seleção, e os primeiros torcedores que responderem por torpedos de celular ganharão prêmios (camisas oficiais, bolas, ingressos para a Copa do Mundo de futsal, ingressos para outros jogos no Maracanã, dois fins de semana em Búzios e dois fins de semana em Paraty).

"Além disso, teremos uma apresentação da banda Monobloco antes do início do jogo e um show de violino elétrico durante o intervalo. Faremos uma revoada de balões e um show de luzes nas cores da seleção. Queremos transformar o evento em um grande show", disse a presidente da Suderj, que calcula um contingente de mil pessoas envolvidas na preparação dessas atrações.

A programação de entretenimento faz parte de uma demonstração de status para a Copa do Mundo de 2014, mas esse não é o único intuito. A organização também pretende antecipar a chegada do público ao Maracanã para diminuir a aglomeração nas imediações do estádio.

"Sabemos que a Fifa estará observando, e a nossa expectativa é fazer um grande jogo. Vamos intensificar a questão do transporte público, que é uma cobrança constante da entidade, para podermos facilitar o trânsito do pessoal. Sabemos que a expectativa de agora é totalmente diferente do que acontecerá em 2014, mas queremos nos preparar da melhor maneira", comentou Virgilio Elisio, diretor-técnico da Confederação Brasileira de Futebol.

Contudo, a estratégia da organização para o jogo entre Brasil e Colômbia gera uma grande preocupação. Os portões do Maracanã serão abertos às 18h, no horário de pico de público no metrô. Por isso, o transporte público trabalhará com frota máxima no acesso ao estádio.

O transporte público ainda terá uma extensão em seu horário de trabalho. Tudo para poder atender ao público que deixará o estádio depois do jogo do Brasil. "Normalmente, ficamos abertos até meia-noite. Na quarta-feira, a estação Maracanã permanecerá até 1h30 ou enquanto tiver demanda. Calculamos que ao menos dez mil pessoas usem os trens", projetou Celso Fisbhel, representante do metrô que esteve presente na apresentação de logística para a partida.

Venda de ingressos para Brasil x Colômbia começa nesta sexta-feira, das 12 às 20 horas

09/10/2008 às 11:46

Veja os locais de venda e preços de ingressos. CBF divulgou medidas relativas ao jogo do dia 15 de outubro, no Maracanã

CBF NEWS

http://www.cbf.com.br/sitenoticias/_902211462008109.html

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira na Granja Comary, em Teresópolis, o diretor de Competições da CBF, Virgílio Elísio, divulgou todas as informações e medidas relativas à partida Brasil x Colômbia do dia 15 de outubro, às 22 horas, no Maracanã, válida pela primeira rodada do returno das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Participaram da entrevista coletiva os representantes da Polícia Militar (major Busnello, do GEPE, e capitão Castro, comandante do 6º Batalhão), Metrô (Celso Fisbhel), Supervia (Rogério de Oliveira), a secretária estadual de Esporte, Márcia Lins, e Reynaldo Buzzoni (CBF).
A venda de ingressos começará a ser feita nesta sexta-feira, limitada a dois ingressos por pessoa, e de uma meia-entrada.
Os ingressos pela internet serão vendidos através do site www.ticketmaster.com.br.
Veja os postos de venda, preços dos ingresso e demais informações sobre o jogo
Não haverá venda de ingressos no Maracanã neste sábado e no dia do jogo. Para a compra de meia-entrada será necessária a apresentação do comprovante de idade e escolaridade, assim como no acesso ao estádio.
Os ingressos de gratuidade serão distribuídos no dia do jogo, aos torcedores maiores de 65 anos e menores de 12 anos, estes com documento de identidade e acompanhados dos responsáveis.

Polícia Militar pede para torcedor usar o transporte coletivo e rejeitar a ação do cambista

Não será permitido o estacionamento nas imediações do Maracanã. Em virtude disso, o major Busnello, da Polícia Militar, fez um apelo aos torcedores para que usem o transporte coletivo para se dirigir ao estádio. O major pediu também para que os torcedores não procurem os cambistas, o que é o meio mais adequado de impedir a ação criminosa dessas pessoas.
O major Busnello comandará um efetivo de 400 policiais no interior do estádio.
Regras de Venda Brasil x Colômbia (15/10/2008)

a. Preços (INTEIRA/MEIA):
Arquibancada Branca: (R$ 50,00 / R$ 25,00)
Arquibancada Verde/Amarela: (R$40,00 / R$20,00)
Cadeira Inferior Azul: (R$ 30,00 / R$ 15,00)
Cadeira Especial: (R$150,00 / R$ 75,00)

b. Data do jogo: 15/10/2008

c. Horário do jogo: 22 hs

d. Pontos de vendas de ingressos

e.1. Limitação: O limite de venda de ingressos é de 2 por pessoa.
e.2. Pontos de Venda Oficiais:

BILHETERIA Horário de Funcionamento Início
Engenhão** 12:00 / 20:00 10/09
Maracanã* 12:00 / 20:00 10/09
Citibank Hall 12:00 / 20:00 10/09
Caio Martins 12:00 / 20:00 10/09
S. Januário 12:00 / 18:00 10/09

* Exceto dia 11 de outubro
*Bilheteria nr 5 – venda de ingressos de cadeiras inferior
*Bilheteria nr 7 – arquibancadas , tribuna e cadeira especial

** - Bilheteria SUL

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

CBF promove encontro para definir cidades da Copa de 2014

Plantão | Publicada em 27/09/2008 às 14h15m

http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2008/09/27/cbf_promove_encontro_para_definir_cidades_da_copa_de_2014-548436290.asp Lancepress

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promove deste sábado até a próxima terça-feira o Seminário das Cidades Candidatas à sede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O congresso acontece no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Nesta primeira fase do seminário, o Ministério do Esporte, da Fifa e do Comitê Organizador Brasileiro apresenta às cidades candidatas os temas gerais da Copa 2014. Ocorrerá ainda uma segunda etapa, com encontros individuais com os representantes das cidades candidatas para que possam expôr seus projetos e tirar dúvidas sobre os requisitos da Fifa. O resultado das cidades eleitas será anunciada pela Fifa no início do ano que vem.
Ricardo Teixeira, presidente da CBF, abriu o seminário anunciando que deseja conduzir um processo de escolha das cidades com total transparência.
- No dia de hoje, estamos dando um passo importante desse processo para avaliarmos as candidaturas e tirarmos todas as dúvidas. A Copa de 2014 será conduzida de forma profissional e técnica - disse Ricardo.
Já o ministro dos Esportes, Orlando Silva, lembrou que após a escolha das cidades sede, os três níveis de governo terão que se unir para dar segurança aos investidores privados e à Fifa. Segundo ele, o congresso é essêncial para que se aprimore a organização.
Jin Brown, diretor de competições da Fifa, declarou que para realizar o maior evento esportivo do mundo é preciso entender os interesses de se fazer essa competição, tanto para a mídia quanto para os patrocinadores. Dentre os pontos discutidos, o diretor falou da necessidade de o Brasil construir novos estádios e reformar outros à partir do zero.
- É preciso considerar onde estarão localizados esses estádios, se no centro ou na periferia da cidade, verificando sempre o impacto ambiental e os meios de transporte - declarou Jin Brown, diretor de competições da Fifa.
Também foi lembrada a questão dos torcedores dos times que forem para a final. Eles ficarão 30 dias nas cidades, em um total de 240 horas dentro de um hotel. Por isso, reforçou a necessidade de que haja uma boa estrutura de hospedagem, dando segurança ao turistas para que eles pensem em voltar ao Brasil depois dos jogos.

Cadeiras quebradas por torcida do Flu custam R$ 16 mil ao Botafogo

Prejuízo, que revoltou dirigentes do Alvinegro, está coberto por um seguro feito para o Engenhão

29/09/08 - 14h57 - Atualizado em 29/09/08 - 15h51

Gustavo Rotstein Rio de Janeiro

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Botafogo/0,,MUL777987-9861,00-CADEIRAS+QUEBRADAS+POR+TORCIDA+DO+FLU+CUSTAM+R+MIL+AO+BOTAFOGO.html

Além do resultado que dificultou a vida do Botafogo no Campeonato Brasileiro, o clube ainda precisará consertar cerca de 200 cadeiras quebradas por torcedores do Fluminense no empate em 1 a 1, nesse domingo. Como resultado, o prejuízo será de cerca de R$ 16 mil, já que cada assento custa aproximadamente R$ 80. O número pode praticamente dobrar com as despesas com mão-de-obra e materiais.

No entanto, o Botafogo não precisará pagar essa conta, já que o Engenhão está coberto por um seguro. Mas isso não impediu que a diretoria do Alvinegro se revoltasse com o comportamento dos tricolores no clássico.

Agora, a missão será recuperar as cadeiras a tempo da partida contra o América de Cáli, na próxima quarta-feira, no confronto de volta das oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. Para avançar na competição, o Botafogo precisa vencer por no mínimo dois gols de diferença.

Relatório do TCU aponta indícios de superfaturamento nas obras da Vila Militar e em despesas com tecnologia

O Globo, 25.09.08, p. 24


BRASÍLIA. Desorganização, falta de planejamento e gastos muito acima das previsões.
Este é o diagnóstico do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o uso de dinheiro público nos Jogos Pan-Americanos de 2007. A corte aprovou ontem um relatório com críticas pesadas aos investimentos do governo federal no evento. De acordo com a auditoria, a União desembolsou R$ 1,6 bilhão com o Pan — 1.589% acima da previsão inicial, apresentada em abril de 2001. No total, a estimativa do TCU é que foram gastos — com repasses do estado e do município também — R$ 3,3 bilhões no evento. Foram encontrados indícios de superfaturamento nas obras da Vila Militar, em Deodoro, e em despesas com tecnologia.
Ao apresentar suas conclusões, o relator da auditoria, ministro Marcos Vinicios Vilaça, culpou o Ministério do Esporte pelos erros mais graves na organização do Pan. A pasta terá 30 dias para prestar contas sobre convênios sob suspeita de desvio e má aplicação de recursos. Um exemplo citado é o uso de verba federal na compra de tochas pelo Comitê Organizador do Pan (CO-Rio). O custo unitário das tochas saltou 169%, dos R$ 759 previstos para R$ 2.042.

— O Ministério do Esporte foi o maior responsável pelo planejamento precário que permeou o evento. Estado, município e o Co-Rio também foram responsáveis, mas o principal foi o ministério — sentenciou Vilaça.

‘Nenhuma obra de relevância foi planejada’

Para o TCU, o Rio desperdiçou uma oportunidade preciosa de aproveitar o Pan para resolver problemas em áreas estratégicas, como transporte e meio ambiente. Em seu voto escrito, Vilaça lembrou que cidades como Barcelona usaram competições esportivas — no caso, as Olimpíadas de 1992 — para superar crises e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. Para o ministro, isso não aconteceu no Pan, e o setor de infra-estrutura urbana foi o que menos obteve benefícios com os jogos.
“Nenhuma obra de relevância foi planejada ou realizada no Rio em decorrência do evento. Ao contrário, algumas intervenções viárias (...) foram arquivadas sem que ao menos fossem iniciadas”, escreveu o relator. “Ao ser selecionado para receber os Jogos Pan-Americanos, o Rio teve um motivo adicional e uma oportunidade para solucionar pelo menos parte dos problemas ambientais que nos prejudicaram na avaliação do COI. Infelizmente, não houve nada além de iniciativas tímidas, insuficientes”.
Vilaça afirmou que a cidade precisa investir mais em preservação do meio ambiente e do patrimônio histórico para ter chance de sediar as Olimpíadas de 2016. Ao comentar a falta de atenção a essas áreas no Pan, ele criticou a obra da garagem de barcos na Marina da Glória, embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

— Houve um intervencionismo aviltante à paisagem.
Ainda estão lá os pilares de concreto, que são uma agressão ao mar, ao patrimônio histórico e a tudo — afirmou.
O tribunal aponta que o atraso em obras do Pan sob responsabilidade do estado e da prefeitura obrigou a União a liberar verbas às pressas para garantir a realização do evento. Vilaça afirmou que a demora em entregar obras impôs gastos extras e ainda não calculados aos cofres públicos.

— As estruturas acabaram sendo concluídas de um jeito ou de outro, mas sempre com custo muito alto. O que se constata é que as obras do Pan tiveram custo superior ao que teriam numa situação normal — disse.

Ministro critica abandono de instalações esportivas

O ministro também criticou o abandono de instalações esportivas erguidas para os jogos, como a pista de atletismo do Estádio João Havelange (Engenhão).
Ele chegou a relacionar a falta de uso dos equipamentos, que poderiam ser aproveitados para formar novos atletas, ao desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Pequim: — A pista de atletismo do Estádio João Havelange é a melhor do Brasil e não está sendo utilizada porque o Botafogo não permite. Esse tipo de desprezo e falta de sensibilidade é responsável por desempenhos como o das Olimpíadas, em que a gente fracassa por não ter equipamentos adequados para o treinamento dos atletas.
As suspeitas de irregularidades ainda são alvo de processos específicos no TCU. O relatório aprovado ontem encerra o trabalho de acompanhamento da organização dos jogos, mas não aponta culpados por possíveis desvios.
Em nota, o Ministério do Esporte informou que os pedidos do TCU têm sido respondidos prontamente e que a responsabilidade inicial pelo planejamento do Pan não era do governo federal, que reforçou sua atuação em 2005 diante de dificuldades enfrentadas pela prefeitura e pelo CO-Rio.

Sábado, 13 de Setembro de 2008

Para CBF, não há perseguição dos torcedores do Rio à seleção

11/09/08 - 09h45 - Atualizado em 11/09/08 - 11h02

Rodrigo Paiva diz que pouco público é problema específico do Engenhão

Eduardo Peixoto Rio de Janeiro
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Selecao_Brasileira/0,,MUL755842-15071,00.html

Engenhão recebeu público decepcionante

Depois do resultado decepcionante contra a Bolívia e do comportamento hostil da torcida comentou-se informalmente sobre a possível remarcação do jogo contra a Colômbia, previamente agendado para o Maracanã no dia 15 de outubro. Nas palavras do diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, no entanto, não há preocupação com uma possível “saturação” da relação entre cariocas e seleção brasileira.

- Está marcado para o Maracanã, mas não está oficializado. Jogar no Rio não está saturado, mas temos de pegar com frieza tudo o que se passou aqui (no Engenhão) e entender por quê (o jogo não deu certo). A imprensa fez o papel dela, a seleção também e o torcedor não veio. A divulgação não era desta forma desde antes da Copa de 2006. Então não foi motivação, de jeito algum. Foi outro aspecto, mas prefiro não dizer qual porque seria minha opinião pessoal – declara o diretor de comunicação da CBF.

A afirmação indica que o namoro entre seleção brasileira e Engenhão mal começou e está a ponto de ruir. Apesar de toda a modernidade – elogiada pela CBF - o estádio não passou em alguns pontos importantes para uma casa do time verde-amarelo.

A flagrante falta de interesse do público, mesmo depois da convincente vitória por 3 a 0 sobre o Chile, é um dos fatores de destaque. O local é considerado de difícil acesso para boa parte dos moradores do Rio de Janeiro por causa da pouca disponibilidade de transporte coletivo e locais de estacionamento.

- O estádio estava vazio, e isso não é algo normal. Não sei o que aconteceu, mas independentemente disso, tínhamos que ter feito uma boa partida. Empatar com a Bolívia em casa não é nada legal – afirma o atacante Luís Fabiano.

Rodrigo Paiva sintetizou o que pensa do moderno estádio, construído pela Prefeitura do Rio e administrado pelo Botafogo. Ele elogiou bastante, mas fez uma importante ressalva.

- (O Engenhão é um) estádio que merece orgulho, para mim é o melhor do Brasil. Agora, não é um estádio de futebol. É um modelo de arena que existe no mundo, com uma pista de atletismo. Mas as condições de trabalho para a imprensa, com muitas salas, funcionaram. O campo estava muito inferior ao que encontramos no Chile, mas contribuímos para isso porque treinamos dois dias aqui (segunda e terça). Mas temos que saber nossa responsabilidade e não utilizar nada como desculpa – declara.

A última partida do Brasil no Maracanã aconteceu no dia 17 de outubro de 2007. A equipe goleou o Equador por 5 a 0 com 85 mil torcedores presentes.

Ingressos para Botafogo e Internacional estão à venda

JB Online
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/09/11/e110912308.html

RIO - Os ingressos para Botafogo e Internacional no próximo domingo, 18h10 no Engenhão já estão às venda.

Preços de ingressos:
Cadeira setor Leste inteira superior R$ 10,00
Cadeira setor Leste inteira inferior R$ 20,00
Cadeira setor Oeste inteira superior R$ 20,00
Cadeira setor Oeste VIP inferior inteira R$ 45,00
Cadeira inferior Sul.inteira R$ 10,00
Cadeira inferior Norte inteira R$10,00

Torcedores com direito a gratuidade:
- Torcedores maiores de 65 anos com documentos de identidade (Lei Ordinária n°. 2562/1996 de 25/05/1996). SETOR LESTE SUPERIOR E INFERIOR.
- Torcedores menores de 12 anos com documentos de identidade ou certidão de nascimento acompanhadas dos responsáveis, Lei Ordinária n°.4476/2004 de 28/12/2004. SETOR LESTE SUPERIOR EINFERIOR.
- Torcedores portadores de deficiência física. NÍVEL 2 SETOR LESTE SUPERIOR E INFERIORr, em conformidade e com concessão do clube.

Sócio Torcedor
Estrela Prata: Leste Inferior
Estrela Azul: Leste Superior

Setor destinada à torcida visitante:
- SETOR SUL

Locais de vendas antecipadas (das 10 ás 18h):
- Sede – Botafogo (General Severiano n°.72 – Botafogo).
- Sede - Estádio Olímpico João Havelange – (Bilheteria Sul ).
- Sede - Caio Martins ( Presidente Backer, s/n.Santa Rosa, Niterói)
- Sede Marechal Hermes ( Xavier Curado,1705. Marechal Hermes)
- Citibank Hall (Ayrton Senna, 3.000, Via Parque)
- Setor VIP ( compra somente pelo site www.futebolcard.com)

Vendas no dia do jogo:
A partir das 15h
Bilheterias Norte, Sul, Leste e Oeste.

Justiça reduz tempo de fechamento de setores do San Paolo

Postado em 11/9/2008 às 16:05 por Equipe Trivela.com

http://www.trivela.com/Noticias.aspx?view=&id=22664

A Corte Federal de justiça italiana decidiu nesta quinta-feira reduzir o tempo de fechamento das curvas A e B do estádio San Paolo, de Nápoles, onde as torcidas organizadas do Napoli costumam ficar durante as partidas.
A punição foi diminuida em uma rodada, e a reabertura agora está prevista para o dia 29 de outubro, quando o time recebe a Reggina pela Série A. A direção do clube considera a redução insuficiente e promete recorrer ao comitê olímpico italiano (Coni).
A decisão inicial da Lega Calcio havia sido de fechar os dois setores até o início de novembro, por causa do tumulto provocado por centenas de torcedores do Napoli na primeira rodada. Na ocasião, eles invadiram um trem de passageiros para ir ao jogo contra a Roma, na capital, e causaram danos estimados em € 500 mil.
O governo italiano, que tem um comitê de análises sobre manifestações esportivas que julga o risco de cada partida dos campeonatos de futebol, proibiu a torcida do Napoli de acompanhar o time fora de casa até o final da temporada.
Na próxima rodada, torcedores de Catania e Fiorentina estão impedidos de acompanhar os jogos fora de casa contra Internazionale e Napoli, respectivamente. Para a terceira rodada, no fim de semana seguinte, o comitê determinou que apenas os proprietários de carnês poderão assistir ao jogo entre Fiorentina e Bologna, no estádio Artemio Franchi.

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Brasil precisa atrair investimentos estrangeiros para a Copa de 2014

http://cidadebiz.oi.com.br/paginas/44001_45000/44965-1.html

Segundo previsões feitas na Alemanha, país terá de investir ao menos € 35 bilhões para viabilizar o evento

27.08.2008 - 11:56

Redação

Possibilidades de parcerias entre o Brasil e Alemanha e de soluções para entraves aos negócios entre os dois países marcaram o último dia do 26º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, nesta terça-feira. Paralelamente, a 35º Reunião da Comissão Mista Brasil-Alemanha de Cooperação Econômica mapeou os problemas que precisam ser solucionados com mais urgência para beneficiar as relações econômicas entre os dois países, como a bitributação e a burocracia.

O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria e sua congênere alemã,a BDI, foi encerrado com a passagem do bastão para o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung. O encontro de 2009 será realizado em Vitória, de 13 a 15 de setembro.

Copa 2014 - O painel que mais chamou a atenção no dia foi a apresentação de um plano diretor para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Fedor Radmann, vice-presidente do Comitê Organizador da Fifa para a Copa de 2006 na Alemanha, fez uma apresentação sobre o grande trabalho e o grande retorno representados pela Copa.

Ele falou sobre os preparativos – que envolveram, entre outros, investimentos de € 12 bilhões, melhorias em estádios e transportes e a contratação de 600 hotéis parceiros. Ele falou sobre os resultados: organização impecável durante o evento, geração de 85 mil empregos, 15 milhões de passageiros a mais na rede ferroviária alemã.

Segundo Radamann, 2 milhões de torcedores estrangeiros visitaram o país para ir à Copa e 90% deles disseram que recomendariam a visita a outros. Até os alemães saíram mais felizes: 86% da população acha que a Copa melhorou a imagem da Alemanha.

"O painel mostrou como uma economia pode se beneficiar de uma Copa. Não apenas pelos investimentos que são feitos, que têm impacto nas economias por mais de uma década, mas pela forma como ela pode mudar a imagem de país, dimensão que a Alemanha explorou muito bem", disse o diretor-executivo da CNI, José Augusto Fernandes.

Para Adilson Primo, vice-presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdib) e presidente da Siemens no Brasil, é preciso apressar os investimentos para a torneio de futebol. "O tempo trabalha contra nós. As cidades-sede dos jogos só vão ser definidas em março de 2009, e a partir de então teremos apenas quatro anos até a Copa das Confederações, que antecede a Copa do Mundo, em 2013".

Master Plan - Segundo ele, a Abdib, em parceria com a Siemens e a Deloitte, está trabalhando com cidades previstas para sediar os jogos para mapear carências e ações necessárias –e, a partir daí, traçar o chamado Master Plan da Copa. Ele acredita que as maiores carências estarão nas áreas de hotelaria, aeroportos e transportes. Mas investimentos serão necessários também nas áreas de comunicações, seguranca, e energia.

Até € 5409 bilhões - Se a Alemanha, que já dispunha de boa infra-estrutura, investiu € 12 bilhões na Copa, Primo prevê que o Brasil terá de injetar entre € 35 bilhões e € 40 bilhões. Isso exigirá investimentos públicos e privados e a parceria com empresas estrangeiras.

Transportes - Jan Schöning, vice-presidente para Grandes Eventos na Siemens, trabalhou na Copa de 2006 e apóia a elaboração do Master Plan no Brasil. Para ele, o grande desafio do Brasil serão os transportes. "O Brasil vai receber cerca de meio milhão de visitantes, e, conhecendo os hábitos da Copa do Mundo, os torcedores vão viajar de uma cidade para a outra seguindo o seu time. Estima-se, por exemplo, que cada visitante faça cerca de seis a sete vôos internos durante o período."

Com Agência CNI